Dança criada no Japão durante a década de 1950 por Kazuo Ohno e Tatsumi Hijikata. São trabalhados nas aulas de Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama os princípios do butoh de Yoshito Ohno, bailarino e filho de Kazuo Ohno. Para Yoshito sensei, butoh é dançar a existência e estar em contato direto com o mundo a nossa volta: as violências, as tragédias. Dançar butoh é também encontrar o silêncio e a humanidade naquele que dança, "se revelando como uma flor, como a natureza e seus ciclos".
No butoh de Yoshito Ohno, se percebe o corpo criando e trazendo lugares e memórias à tona — se faz muito menos externamente. Os pés tocam o chão para marcar o tempo e trilhar histórias milenares, no contato de cada partícula de pele com cada milímetro de solo. Ana Medeiros e Nishiyama aprendem com Yoshito Ohno que dançar butoh é levar o âmago ao encontro do seu Shoshin (lugar de origem, primórdio, casa). Yoshito Ohno sempre lembrava que seu professor Tatsumi Hijikata dizia que "butoh é o encontro da essência com a existência".
"Dançar Butoh é dançar a existência e estar em
contato direto com o mundo: as violências, as tragédias, e encontrar a humanidade naquele
que dança, se revelando como uma flor."
"Dançar Butoh é levar o âmago ao encontro do seu Shoshin — o lugar de origem, o primórdio,
a casa. Um retorno ao essencial que habita
cada corpo."
"No Butoh de Yoshito Ohno se encontra o silêncio e se percebe o corpo criando lugares e memórias.
Os pés encontram o chão e trilham histórias
milenares."
"No butoh, o virtuosismo se dá na metamorfose
dos estados internos que o dançarino experimenta
transpondo seu corpo — não no gesto externo."
Sattva Studio
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