São trabalhados nas aulas de Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama os princípios do Butoh de Yoshito Ohno, bailarino e filho de Kazuo Ohno. Para Ohno, Butoh é dançar a existência e estar em contato direto com o mundo a nossa volta: as violências, as tragédias. Dançar Butoh é também encontrar a humanidade naquele que dança, "se revelando como uma flor, como a natureza e seus ciclos".
No Butoh de Yoshito Ohno se encontra o silêncio e se percebe o corpo criando e trazendo lugares e memórias à tona — se faz muito menos externamente. Os pés encontrando o chão marcam o tempo e trilham histórias milenares, no contato de cada partícula de pele com cada milímetro de solo.Ana Medeiros e Nishiyama aprendem com Yoshito Ohno que dançar Butoh é levar o âmago ao encontro do seu Shoshin (lugar de origem, primórdio, casa). Yoshito Ohno sempre fala que seu professor e precursor do Butoh, Tatsumi Hijikata, dizia que "Butoh é o encontro da essência com a existência".
"Dançar Butoh é dançar a existência e estar em
contato direto com o mundo: as violências, as
tragédias, e encontrar a humanidade naquele
que dança, se revelando como uma flor."
"Dançar Butoh é levar o âmago ao encontro do
seu Shoshin — o lugar de origem, o primórdio,
a casa. Um retorno ao essencial que habita
cada corpo."
"No Butoh de Yoshito Ohno se encontra o silêncio
e se percebe o corpo criando lugares e memórias.
Os pés encontrando o chão trilham histórias
milenares."
"No Butoh, o virtuosismo se dá na metamorfose
dos estados internos que o dançarino experimenta
transpondo seu corpo — não no gesto externo."
"Butoh é o encontro da essência com a existência"
— Tatsumi Hijikata, precursor do Butoh
"Dançar Butoh é dançar a vida com o coração, apreciando cada ser vivo, tocando o invisível, celebrando os mortos"
— Ana Medeiros
"O que habita o Butoh é uma alegria sem fim"
— Hiroshi Nishiyama
Sattva Studio
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