Japão

Dançarina Ana Medeiros fala sobre suas inspirações

08/12/2016

A arte do Butoh retira inspiração da natureza e da
vida cotidiana, por isso, a dançarina Ana Medeiros busca estar sempre conectada
com o mundo ao seu redor. Ela traz os ensinamentos do mestre Yoshito Ohno para
sua dança e o que aprendeu em suas visitas ao Japão para o seu dia a dia. Em
entrevista, a coreógrafa gaúcha conta sobre o que a inspira.
Qual é seu dançarino/dançarina
preferido?

Na infância era Nureyev, depois Kazuo Ohno, e atualmente Yoshito Ohno.

De onde retira
inspira
ção para danç
ar?
A vida pulsando ao meu redor
é fonte constante de inspiração.
Dançar
é a minha febre, é o que me salva.
Dançar
é escavar internamente a antropologia daquilo que sou, que me antecede, e
que me rodeia. E isso me encanta e inspira.

Qual é o seu local preferido em
Porto Alegre? Por qu
ê?
A minha casa. Nela encontro Nova York, o Japão e alguns lugares no mundo por
onde andei.
Dentro dela concebo planos, penso, descanso e sonho. A minha casa
é o meu portal para
outros lugares… Os reais e os imaginários. 
Nela encontro também a
beleza das árvores rodeando as janelas, a danç
a diária dos passarinhos, os
ciclos das flores e o tempo passando por entre as nuvens.

Qual é o seu local preferido no
mundo? Por qu
ê?
Hoje
é Yokohama,
no Japão. Porque lá sou feliz: tenho a dança, tenho um mestre maravilhoso que
me instiga a encontrar e habitar a minha estória. É onde aprendo a ser
gente.

Tem um ditado preferido?
“Cada um com seu cada qual”, dizia a minha vó Maria,
para aqueles que não concordavam com seus pontos de vista. Esse ditado continua
vigente lá em casa.